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Sexta-feira saudosista

Por 3Mosqueteiros

Já que esta semana foi de comemoração pelo Dia do Publicitário, nosso post de hoje vai ter caráter de homenagem, para reverenciar algumas dos maiores anúncios e campanhas de todos os tempos. Aqueles que fizeram história, viraram conteúdo acadêmico e muitas vezes servem de inspiração para o nosso trabalho aqui na 3 Mosqueteiros.

Dentre todos os princípios que seguimos aqui na agência, um dos mais importantes é desenvolver anúncios que sejam, além de criativos, eficientes, que caiam no gosto do cliente e também do consumidor. Hoje vasculhamos as memórias da propaganda para compartilhar com vocês alguns cases antigos que viraram sucesso exatamente por serem simples, criativos e eficientes. Outros por serem polêmicos, todos inesquecíveis.

 

Conhecido como o marco do início da publicidade no Brasil,

o anúncio modesto tinha como foco o mercado escravo.

 

 

Campanha da Bombril com o garoto propaganda mais conhecido do Brasil.

Carlos Moreno entrou até para o Guinness Book, devido ao tempo em que atuou pela marca.

 

Anúncio da Benetton abordando o racismo.

A marca sempre incluía causas sociais e causava polêmica com as fotos realistas.

 

 

E para finalizar, mas um anúncio do Fusca.

Peça que ajudou a fazer dele um grande sucesso que perdurou por décadas.

 

31
jan
ter

Bill Bernbach foi considerado o maior publicitário de todos os tempos. Ele reinventou a propaganda nos anos 50 e 60 com seu olhar criativo e inteligente. Uma das mudanças feitas por ele foi estabelecer o trabalho em duplas com redatores e diretores de arte. O fundador da DDB e criador de anúncios que se tornaram lendas da propaganda passou a ser reconhecido por sua visão revolucionária e moderna. Prova disso é a carta que enviou ao seu chefe, na Grey Advertising em plena década de 40. Se você ainda não conhece, vale a pena ler:

 

 

Nova York, 15 de maio de 1947

Caro senhor:

Nossa agência está crescendo. Isso é motivo para nos deixar satisfeitos, mas também para nos preocupar. Eu não me importo de dizer que estou profundamente preocupado. Estou preocupado de cairmos na armadilha da grandeza, de abordarmos técnicas em vez de essências, de seguirmos o curso da história em vez de criá-lo, de estarmos sendo dominados por superficialidades em vez de nos apoiarmos em princípios sólidos. Eu temo que nossas artérias criativas comecem a se solidificar. Existem muitos ótimos especialistas em publicidade. Infelizmente, eles só falam da melhor parte do assunto. Eles conhecem todas as regras e podem dizer a você se as pessoas em um determinado anúncio conquistarão um número maior de clientes entre os leitores de uma publicação. Eles são capazes de lhe dizer se uma sentença deve ser extensa ou breve. Podem dizer de que forma fragmentar um’ texto a fim de torná-lo mais atraente. Eles podem lhe dar fatos e mais fatos. São os cientistas da publicidade. Só há um pequeno empecilho. Publicidade é fundamentalmente persuasão e persuasão não é uma ciência e sim uma arte. É aquela faísca criativa de que sou tão orgulhoso em nossa agência e que eu estou tão desesperadamente amedrontado de perder. Eu não quero acadêmicos. Eu não quero cientistas. Eu não quero pessoas que façam coisas certas e sim gente que faça coisas inspiradoras. No ano passado, eu devo ter entrevistado cerca de oitenta profissionais – redatores e diretores de arte. Muitos eram de agências supostamente poderosas. Foi espantoso ver como eram poucas as pessoas verdadeiramente criativas. Claro, elas tinham experiência em propaganda. Sim, elas estavam a par das técnicas publicitárias. Mas olhe além da técnica e o que é que você encontra? Uma mesmice, um cansaço mental, uma mediocridade de idéias. Mas essas pessoas poderiam justificar cada anúncio baseadas no argumento de que obedecem às regras da propaganda. É como venerar um ritual em vez de Deus. Tudo isso não é para dizer que a técnica não é importante. Habilidade técnica superior torna um homem bom melhor ainda. O perigo é a preocupação excessiva com a habilidade técnica e o erro de confundi-la com o talento criativo. O risco está na tentação de comprar indivíduos padronizados que têm uma fórmula para a propaganda. O risco está na tendência natural de se ir atrás do talento comprovado, aquele que não nos deixa fora da competição, mas certamente nos fará parecer com todos os outros. Se vamos avançar, devemos exibir uma personalidade distinta. Devemos desenvolver nossa filosofia e não a filosofia publicitária de outros imposta a nós. Deixe-nos traçar nossos caminhos. Deixe-nos provar para o mundo que bom gosto, boa arte e boa redação podem ser bons de venda.

Respeitosamente

Bill Bernbach

27
jan
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A revista Época Negócios acabou de publicar quais as 100 empresas de maior prestígio no Brasil. O estudo foi realizado através de entrevistas com 15,127 internautas – pessoas de ambos os sexos com mais de 18 anos e diferentes níveis econômicos – distribuídos proporcionalmente entre vários estados brasileiros. As entrevistas foram conduzidas via internet e coordenadas pelas empresas E-bit e Elementos, durante os meses de julho e agosto de 2011.

As 10 primeiras colocadas no ranking foram respectivamente a Nestlé, Natura, Petrobras, Johnson & Johnson, Google, O Boticário, Banco do Brasil, Microsoft, Coca-cola e Sadia. Para chegar nessas posições, elas tiveram ser destaque em seis atributos imprescindíveis hoje em dia: admiração, confiança, qualidade dos produtos e serviços, compromisso social e ambiental, história e evolução da empresa e para finalizar: postura inovadora.

Fica aí a dica para quem quer chegar lá. Ou melhorar sua percepção no mercado e consequentemente o seu faturamento. As pessoas querem empresas que possam admirar não só pela qualidade dos produtos, mas pela postura no passado, presente e futuro.

 

Imagem: Época Negócios – por  Gabriel Gianordoli e Alex Silva.